Design como diferencial competitivo em startups B2B

A tecnologia deveria facilitar a vida das pessoas, mas já usou algum ERP? Ou emitiu uma nota fiscal no site de uma prefeitura? É chato, não lógico, travado e no mínimo você precisará de algum tipo de treinamento…

Porque não proporcionar ao usuário final de softwares corporativos a mesma experiência intuitiva e simples que ele encontra em redes sociais, jogos e outros aplicativos?

Pense no Facebook, aplicativos como o Evernote, Twitter, Angry Birds, Farm Ville e outros jogos… As pessoas não reclamam, não precisam de instrução para usar, nem treinamentos… Não é só porque são sobre entretenimento, praticamente todos tem o mesmo nível de complexidade no uso e manipulação da informação se comparados à qualquer software corporativo.

A diferença está em focar no usuário. Essas empresas sabem que se não criarem uma experiência intuitiva e que as pessoas amam, elas morrem. Completamente diferente de um software corporativo onde o usuário final é obrigado a usar, se não aderir leva um pito do chefe e pode ser até demitido. Isso era realidade até 2012… Com o início do fim da aplicações desktop e a ascensão das plataformas Cloud e SaaS, está cada vez mais barato e fácil adquirir e manter a infra tecnológica de uma empresa.

Hoje um gestor de área tentando resolver um problema acha num blog uma indicação de ferramenta, acessa, faz o login gratuito (trial ou fremium) e voilá… Se gostar passa o cartão da empresa e sorrateiramente ele e toda a sua equipe estão trabalhando sob o chassi de uma nova tecnologia. E ai do CTO se mandar cortar fora a solução!

Por isso, se você quer construir algo e vender para empresas, preocupe-se em fazer algo que as pessoas amam usar. Alguns insights que acumulei com minha última companhia e projetos que ajudei a desenvolver:

Sua home é como um e-commerce só que em vez de vender, você quer sign-ups. Faça-a simples e objetiva, com um call-to-action e levando em consideração somente os motivos que fariam o cliente comprar. Boas referências: visualwebsiteoptimizer.com, mailchimp.com, asana.com, Minestore.com.br.

Muita atenção com o Setup de sua ferramenta, faça uma experiência guiada. De nada adianta o usuário fazer o cadastro e cair em uma tela vazia, onde ele não sabe por onde começar. Faça o login nas seguintes ferramentas: tictail.com, Twitter.com, linkedin.com. Você vai entender a idéia.

– Foco no usuário final, em quem irá usar a ferramenta constantemente.
Veja qual interação ele realizará todos os dias e torne-a fácil e intuitiva. Sem muitos cliques, nem códigos, nem menus nem qualquer complicação desnecessária.

Poder precisar é diferente de vai usar o dia inteiro. Muitas funcionalidades são legais, mas lembre que provavelmente ele usará somente uma, duas ou no máximo três em 98% dos casos que acessar a ferramenta. Logo não polua a interface com coisas que serão pouco usadas, esconda-as.

Proporcione valor o quanto antes. Não queria fazer algo que ele precisa passar três dias configurando pra poder começar a usar… Pense num Setup simples e quebrado em steps, que em minutos ele já pode começar a usar e entender como a aplicação funciona e o seu diferencial.

Abuse de exemplos. Deixe um caso de exemplo pré-configurado para o usuário entender rápido como a aplicação funciona e ver onde ele pode chegar. Um bom case disso é Mura.ly.

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